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Qual é a rota da inovação para a indústria de alimentos?

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Seja a demanda por ingredientes funcionais, a transparência do produto ou o uso de ingredientes e insumos sustentáveis, o comportamento do consumidor tem um forte impacto no desenvolvimento de novos produtos – ou na sua reformulação. Essas demandas criam um ambiente complexo para os fabricantes de alimentos e bebidas, que precisam determinar quais investimentos são necessários –desde a área de Pesquisa e Desenvolvimento, até o chão de fábrica.

Para se ter uma ideia da importância da inovação para o mercado de alimentos e bebidas, em 2016, apenas 15% dos mais de 3 mil produtos lançados no mercado norte-americano tiveram sucesso. A inovação na indústria de alimentos hoje é crucial, à medida em que o mercado se expande na tentativa de satisfazer o consumidor pelo que é interessante, único e saudável.

A mudança no paradigma da inovação

A ideia de inovação de 20 ou 30 anos atrás –no mercado alimentício– se baseava em mudanças muito mais simples do que as que a indústria precisa fazer hoje. As questões mais comuns transitavam em extensões de sabores, ou aumento da vida útil do produto. Hoje, a inovação é muito mais que isso. É sobre como criar um produto melhor, que pode ajudar no bem-estar das pessoas, ou promover mais qualidade de vida, mitigar o impacto da vida moderna, entre outros.

Hoje, com o aumento crescente da alimentação saudável, muitas empresas de alimentos foram pegas de surpresas. No Brasil, existe um declínio constante de participação de mercado dessas marcas, que perdem espaço para produtos naturais e marcas pequenas.

Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada em 2018, aponta que oito em cada 10 brasileiros se esforçam para ter uma alimentação saudável, e 71% dos entrevistados apontam que preferem produtos mais saudáveis. Entretanto, a mesma pesquisa aponta que, entre escolher um produto saudável e um produto com sabor mais agradável, 61% dos brasileiros preferem os alimentos mais saborosos.

Agilidade para inovar

Nesse contexto, empresas de menor porte ganham mais agilidade para inovar. Tanto é que a inovação surge com empresas pequenas, pioneiras na utilização de ingredientes naturais e saudáveis. Grandes empresas ainda estão tentando diversificar seu portfólio inserindo ingredientes mais naturais, dando uma roupagem funcional a produtos já existentes.

Consumidores têm exigido mais transparência, ingredientes mais saudáveis ​​e rótulos mais limpos, além disto, existem consumidores dispostos a pagar mais caro por produtos premium. Isto tudo faz o caminho para mais inovação ser mais claro pois os alimentos funcionais e naturais estão deixando de ser um nicho.

Por conta disso, as empresas brasileiras estão apostando em parceiros que podem auxiliar a agilizar o ciclo da inovação – no qual a principal diferenciação é o foco em Pesquisa & Desenvolvimento, como é o caso da Pronutrition, que conta com quatro centros de inovação em São Paulo, e uma área dedicada à nanotecnologia.

Tendências de inovação na indústria alimentícia

Conheça algumas tendências que vão impulsionar a inovação na indústria de alimentos:

Alimento como remédio: Uma das tendências será impulsionada pela necessidade de a indústria encontrar soluções para alguns dos grandes problemas do setor. Os fabricantes terão que lidar com o duplo desafio de alimentar uma população que vem envelhecendo com doenças ligadas à obesidade. Esse cenário cria uma consciência cada vez maior no consumidor a respeito da ligação entre saúde, envelhecimento e dieta. Isso, aliado à pressão regulatória, deve levar à reação do setor de alimentos com a criação de produtos funcionais e mais adequados às novas demandas.

Reformulação de produtos: Existe também um enorme esforço de reformulação dos alimentos com a substituição de ingredientes como açúcar, gorduras trans e sódio, por exemplo. Mas retirar ingredientes não é ser o foco central: o mercado de alimentos proteicos, por exemplo, com a adição de proteína extra, está em franca expansão no Brasil.

Redução do consumo de carne: A queda no consumo de carne já é uma realidade no mundo todo, e também no Brasil, com o aumento global do “flextarians”, pessoas que têm seu consumo reduzido de proteína animal consumindo-a apenas ocasionalmente.

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